Escrever sobre Heavenwood para mim é coisa fácil, ou não?
Todos temos uma opinião e esta independentemente do órgão de imprensa a que estamos associados ou da tal “isenção jornalística” é sempre assinada por uma pessoa, logo é no meu ponto de vista sempre uma visão pessoal.
Se acompanhei desde a sua forma fetal o anterior Redemption, os 12 temas que integram “Abyss Masterpiece” é surpresa total, uma descoberta do novo desconhecido sonoro.
Quando a altas horas da madrugada num dia qualquer de uns anos passados um dos membros da banda comentou; “vamos gravar com uma orquestra e temos um maestro a trabalhar connosco”, o meu primeiro pensamento foi; a moda pegou e lá vão eles estragar tudo.
Lamento informar os abutres habituais e os profetas da desgraça, mas não… os Heavenwood superaram-se e criaram uma grande peça… sim, chamo peça pois o álbum pode e talvez “deva” ser ouvido como tal. As orquestrações e o alinhamento criam um andamento como os que estamos habituados às peças clássicas.
Escrever e opinar é sempre fácil, mas nem sempre justo pois quando conhecemos os autores e lidamos com estes habitualmente é quase como falar do trabalho do primo, neste meu caso é dos vizinhos de baixo.
Neste disco fiz questão de não querer ouvir nada das novas malhas antes de sair o disco, aliás quando ensaiavam nem sequer tive curiosidade de escutar as melodias… e é tão fácil numa mescla de sons identificar quer as melodias das guitarras do Bruno e do Ricardo quer a voz e o timbre único do Ernesto.
12 temas! é um para cada mês… comentei eu um dia com o manager da banda pelos social media, contudo ao finalizarmos a primeira audição fica do desejo de que o ano tivesse mais um mês ou dois meses…
Não tenho vontade de comentar a estrutura das músicas, a qualidade de gravação, a execução ou sequer a novidade das orquestrações pois, esse comentário seria sempre a minha opinião e um disco e uma banda é uma descoberta pessoal.
Preferi antes partilhar o que é para mim estes amigos e a música que criam e partilham. Nem sempre temos a mesma visão e opinião, mas também são as diferenças que nos unem.
Hoje é do dia em que a quarta criação destes portuenses é mostrada ao mundo, e faço votos que o mundo também faça parte deste.
Aproveitem o momento e desfrutam de “Abyss Masterpiece”.




